quinta-feira, 14 de novembro de 2019


A dor de uma doença silenciosa

         Quando me deparo com o meu problema, ou melhor um deles, vejo que fiz tudo errado até aqui. Mas não posso me culpar e nem devo, tenho cargas genéticas fortes para tais problemas.
     Sempre fui uma pessoa confiante e cheia de vida, mesmo gorda ( obesa ) nunca sofri discriminação por parte de meus amigos ou estranhos, namorei, e curti muito sendo como sou.
           Em uma bela época veio o grande sonho da minha vida ser mãe ( um deles rss ) , fase linda e maravilhosa que tive, porém além de vida me trouxe a diabetes, hoje me sinto triste e impotente por ter uma doença que "não tem cura" , onde os órgãos entram em falência - o pâncrea chegou ao ponto de perder parcialmente sua função - ocorrem debilidades nos rins entre outras, nesse meio tempo adquiri neuropatias diabeticas, com tudo isso mais o diagnostico de autismo de meu filho iniciei meu processo de entrega, perdi meu víço a  vivacidade....
           Por vezes sem saber o que fazer tento me culpar por tal situação, e ao me entregar eu me tornei mais gorda que antes, mas fraca, mais dependente de pessoas, sindormes do pânico entre outras surgem e somem do nada,a única vontade que existe é se entregar.
           Hoje insulino dependente, vejo como as dores de meus pais eram e temo passar pelo que eles passaram e sei que caminho para isso.
             Dia 14/11 dia que é destinado a consciêntização da diabetes, venho lutando a cada espetada de agulha em meu corpo, contra esse mal , regular alimentação é o pior que existe, caminhar se exercitar ( se a cada vez a glicose aumenta ) o organismo teima em não responder... sigo lutando, mas desconhecendo quem um dia eu fui